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Casa de Recuperação de Alcoolismo na Cidade Lider:

 

Critérios da análise de dados

As respostas ao IHS e ao IECPA foram tabuladas em planilha eletrônica Microsoft® Excel 2002 (versão 10.2). Os dados foram analisados descritivamente quanto a medidas de tendência central, dispersão e propriedades da distribuição. Em termos inferenciais, os escores e os fatores no IHS e IECPA foram analisados no programa estatístico SPSS para Windows (versão 13.0).

 

Resultados e Discussão

Para discussão dos resultados, serão inicialmente apresentados o escore total e os escores fatoriais do IHS. Os fatores dizem respeito a: Fator 1 – enfrentamento e auto-afirmação com risco; Fator 2 – auto-afirmação na expressão de sentimento positivo; Fator 3 – conversação e desenvoltura social; Fator 4 – auto-exposição a desconhecidos e situações novas; e Fator 5 – autocontrole da agressividade. Ainda serão apresentados na discussão os resultados do Fator 1 do IECPA, referente à expectativa sobre os efeitos globais positivos e facilitadores das interações sociais através do consumo de álcool.

 

Em relação ao IHS, verificou-se que os escores variaram entre 37 e 110 pontos (M = 87,65; DP = 15,94). Esse resultado sugere que os alcoolistas participantes deste estudo possuem déficits em habilidades sociais e que poderiam se beneficiar com a inclusão do treinamento de habilidades sociais como parte do tratamento. Nesse sentido, o escore total verificado no IHS corrobora a literatura revisada, ao associar déficits em habilidades sociais ao abuso de álcool e drogas (Caballo, 2003; Marlatt & Gordon, 1993; Murta, 2005). Entre os participantes estudados, os déficits se mostraram mais evidentes nos fatores referentes à auto-afirmação de sentimento positivo (Fator 2) e conversação e desenvoltura social (Fator 3). A partir destes resultados, é possível supor que os pacientes investigados utilizem o álcool como uma forma mal adaptativa de enfrentamento de situações sociais ansiogênicas, conforme sugerido por Caballo.

Entre os participantes do gênero masculino, verificou-se uma variação no escore total do IHS entre 65 e 110 pontos (M = 90,43; DP = 12,74). Os dados normativos apresentados, no manual do IHS (Del Prette & Del Prette, 2001), para o gênero masculino incluem escores associados a diferentes percentis, conforme segue: percentil 25 (M = 88,50), 50 (M = 96,00) e 75 (M = 106,00). Entre os participantes do gênero feminino, os escores variaram entre 37 e 98 pontos (M = 76,0; DP = 23,79). Os dados normativos do IHS para o gênero feminino são distribuídos nos seguintes percentis: 25 (M = 81,75), 50 (M = 92,00) e 75 (M = 103,00).

 

Embora a diferença observada entre os escores médios em relação ao gênero não tenha apresentado significância estatística [U(26) = 34,00; p = 0,228], verificou-se uma tendência quanto à presença de maiores déficits nas habilidades sociais entre as mulheres.

Adicionalmente, a análise dos escores fatoriais do IHS (ver Tabela 1) sugere um padrão distinto de dificuldades de desempenho social para homens e mulheres. Quando os dados normativos do IHS são considerados, o escore total verificado entre as mulheres sugere a necessidade de Treinamento em Habilidades Sociais, pois se situa abaixo do percentil 25.