Clínica de recuperação de dependência química e alcoolismo.

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Grupo Inter Clínicas. Tratamento da dependência química e alcoolismo.
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Casa de Recuperação de Alcoolismo no Iguatemi:

 

O conhecimento dos aspectos que perpassam o alcoolismo – incluindo seus efeitos, conseqüências, possíveis causas e possibilidades de tratamento – se fazem necessários, tendo em vista a freqüência do abuso de álcool na sociedade. Além de causar prejuízos físicos, psicológicos e no funcionamento interpessoal do sujeito, os déficits em habilidades sociais podem levar ao desenvolvimento do alcoolismo. Deve ser considerada ainda, a importância que as habilidades sociais têm para os indivíduos, seja no âmbito familiar, do trabalho, no convívio com sua comunidade, com seus pares etc.

 

Encontramos, nesse estudo, prejuízos no repertório e desempenho social dos pacientes alcoolistas investigados, com um déficit mais significativo evidenciado entre os participantes do gênero feminino. No entanto, além do tamanho reduzido da amostra, a predominância de homens em relação a mulheres limita a possibilidade de generalização de resultados. Ao analisarmos as questões referentes às crenças e expectativas associadas ao consumo etílico, percebemos elevada concordância, entre os participantes, quanto aos efeitos positivos do álcool como um facilitador de interações sociais. Os avaliados acreditaram que o álcool os deixaria mais confiantes, mais à vontade e desinibidos, melhorando as suas relações interpessoais e a forma como se sentem perante as mesmas.

Tomados em conjunto, os resultados deste estudo sugerem que, entre os investigados, os déficits nas habilidades sociais quanto à auto-afirmação de sentimento positivo e à conversação e desenvoltura social podem favorecer o desenvolvimento de estratégias cognitivas compensatórias, como crenças e expectativas sobre os efeitos positivos do álcool na interação social. De outra forma, o abuso do álcool em situações de interação social coloca o indivíduo em uma posição crítica, ademais não apenas crenças permissivas são reforçadas, mas também o desenvolvimento de habilidades sociais é prejudicado.

Entre as limitações metodológicas deste estudo, destacam-se: (a) reduzido tamanho da amostra; (b) ausência de um grupo controle; e (c) ausência de controle de comorbidades entre os alcoolistas avaliados. Considerando a natureza exploratória do estudo realizado, não há pretensão de se generalizar os resultados à população de alcoolistas, diminuindo a relevância das limitações quanto à composição do grupo amostral. No entanto, o delineamento utilizado e a falta de controle de comorbidades entre os pacientes avaliados impedem que os resultados obtidos possam ser atribuídos inquestionavelmente ao alcoolismo. O critério de exclusão empregado foi a dependência de outras substâncias psicoativas (com exceção do tabaco), mas os pacientes não foram avaliados, neste estudo, para outros transtornos que, reconhecidamente, estão associados ao alcoolismo e acarretam prejuízos nas habilidades sociais – como transtornos de ansiedade e transtornos de humor (Edwards et al., 1999).

 

Apesar das limitações acima descritas, o estudo representa uma contribuição ao descrever o prejuízo, entre os participantes, nas habilidades de auto-afirmação, sentimento positivo e conversação, e desenvoltura social, bem como a presença de crenças e expectativas de facilitação nas interações sociais através do uso do álcool. Dessa forma, os resultados sugerem que a avaliação das habilidades sociais deva ser considerada em pacientes alcoolistas e o treinamento em habilidades sociais, para aqueles indivíduos com déficits, associado ao plano terapêutico.