Clínica de recuperação de dependência química e alcoolismo.

Você acredita na Recuperação do seu familiar? 

 

Conheça agora o método que
transforma vidas há anos.
 
Unidades em São Paulo - Capital, Interior e Litoral.
Atendemos também em outras Capitais do Brasil.

 

 

 

 

Clique no link abaixo e fale
diretamente com um especialista.
Por que escolher o Grupo Inter Clínicas?

 

✓ Experiência no tratamento de dependência química e alcoolismo
✓ Equipe altamente qualificada, disponível 24h
✓ Estrutura completa para pacientes e familiares
✓ Atendimento humanizado, sigiloso e ágil

 

Internação voluntária e involuntária

 

O Grupo Inter Clínicas é especializado em internação involuntária, indicada quando o paciente não reconhece a gravidade do vício. Atuamos dentro da lei, garantindo segurança e o melhor cuidado possível.

 

Contato 24 horas Entre em contato agora mesmo e saiba mais sobre valores, condições e opções de tratamento:

 

📞 Telefone: (11) 3421-6352

 

📱 WhatsApp: (11) 97106-8876
Grupo Inter Clínicas. Tratamento da dependência química e alcoolismo.
profissionais.jpg

Reorganização moral da identidade como alcoolista

 

Verifica-se a importância que esses sujeitos atribuem ao "papel de doente", interferindo na forma como eles reorganizam suas identidades após o diagnóstico, conforme descrito por Alves (1993). No papel de doente, há uma relativa desresponsabilização do sujeito, porquanto atribui o comportamento à doença da qual é portador, desobrigando-o do ônus da mudança, desde que se submeta ao tratamento prescrito. Livra-o também da pecha moral do alcoolismo (vadiagem, sem-vergonhice). Os entrevistados referem alívio ao poder atribuir seu comportamento a uma patologia, ao invés de a uma falha de caráter. Mesmo assim, os pacientes manifestaram preocupação em afirmar as próprias virtudes e apresentaram ambiguidades ao ponderar sobre o alcoolismo enquanto doença versus alcoolismo enquanto vício (falha de caráter), mostrando que a dimensão moral está no fundo da racionalidade em que se lançam para os processos de recuperação.

 

Para eles, a concepção de alcoolista, como apreendida nos serviços de saúde em que passaram, implica uma reorganização da identidade, agora como dependente do álcool. Embora traga alívio, assumir o papel de doente não exime o sujeito de se debater com questões morais. A separação entre a doença e a falha de caráter permanece como uma fronteira nebulosa e móvel para o indivíduo, que precisa então resgatar suas qualidades morais e modificar o olhar que os outros dirigem a ele (reivindicando reconhecimento de suas qualidades e esclarecendo que o alcoolismo é uma doença).

Essas questões têm por base a racionalidade social predominante, que de maneira geral é determinista, e não dialética (Schneider, 2010). Portanto, predomina nos serviços (e entre esses sujeitos) uma visão do alcoolismo a partir de um reducionismo biologicista (a ontologização da droga em si e a noção de doença crônica) e que não considera os aspectos psicossocias na determinação do alcoolismo.